A primeira técnica utilizada, Tarsia Certosina, consistia no recorte de elementos do material a ser utilizado (pedra, madeira, metal, etc.) e a posterior incrustação nas cavidades abertas nas superfícies maciças com o auxílio de formões ou ferramentas similares. Para sua fixação utilizava-se cola.
Posteriormente desenvolveram-se muitas outras técnicas, as principais utilizadas atualmente são:
Tarsia a Toppo ou Marquetery a Bloc. Marchetaria Maciça, utilizada na fabricação de utilitários, bijuteria, filetes decorativos, esculturas.
Tarsia Geométrica - Recorte de motivos geométricos para revestimento de móveis, lambris, caixas, painéis internos, mesas, cadeiras.
Marqueterie de Paille - Marchetaria de Palha (folhas de plantas desidratadas). Mesmas aplicações da Tarsia Geométrica.
Tarsia a incastro ou technique Boulle - Recorte simultâneo das partes a serem montadas.
Após o desmembramento do Império Romano, este meio de expressão artística esteve a ponto de perder-se. Entretanto, alguns poucos fizeram com que subsistisse na Itália, difundindo-se no início do século XIV, principalmente na região da Toscana. No século XV a marchetaria é praticada em particular na cidade de Florença, tendo em Francesco di Giovanni di Mateo, fundador da Escola Florentina de Arte, seu principal expoente.
Os mais célebres artesãos exerciam seu "metier" na região da Toscana; nesta época é criada a Tarsia Geométrica, as superfícies a serem decoradas eram inteiramente recobertas com folhas de madeira em lugar das incrustações. Nesta mesma época inicia-se o tingimento das madeiras com o uso de óleos penetrantes, corantes diluídos em água aquecida e ácidos. Areia aquecida é utilizada para o sombreamento das obras.
Os artistas geralmente são contratados para decorar igrejas e palácios, durante a Renascimento|Renascença é criado a Tarsia a Toppo ou Marchetaria Maciça. Atualmente este procedimento é utilizado pelas indústrias de filetes decorativos.
A arte da Marchetaria segue evoluindo com os mestres italianos que retratam em suas obras os edifícios característicos de suas vilas, ruas, praças, e também paisagens. Na segunda metade do século XVI, muitos ''gabinetes'' (tipo de móvel) são decorados com folhas de ébano; esta madeira que havia sido também utilizada nos sarcófagos dos faraós se prestava para ser esculpida em baixo-relevo, no entanto, por esta madeira ser cara e rara, era substituída pela pereira enegrecida com auxílio de extrato de nogueira.
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